sábado, abril 28, 2007

Sou engenheiro. Aliás, aqui está meu currículum.

Em protesto pelo desprezo à Engenharia. E pela submissão do interesse publico ao primado do interesse financeiro ao introduzir riscos sobre vida, bens e saúde às populações afetadas - assunto jamais, como agora, visto em Inconfidentes (MG): propiciados por ação irresponsável do sistema Bancário, somado à omissão de autoridades.


Demonstrado está: desde Inconfidentes (MG), castigada pela ignorância generalizada sobre leis e normas técnicas - instrumento de dominação de massas - proposital e estruturalmente afastadas do julgamento técnico próprio do poder humano maior sobre o "vir a ser das coisas" , criador, crítico e responsável - resta lamentar o prejuízo social, individual e coletivo, causado pelo descaso tanto à técnica como ao técnico - Brasil afora. E tudo agora surge - exemplar e concentrado - no pequeno exemplo de Inconfidentes.


Pois dado o fruto gritante desse desconhecimento (sobre normas técnicas) todos agora poderão examinar quanto o poder público/econômico - disposto a dirigir destinos segundo a tal "vontade política" - foi incapaz, em Inconfidentes, de responsabilizar-se por alguma coisa. E a tudo permitir, lícito ou ilícito. E pela despreocupação quanto ao sentido ético do próprio ato administrativo (omissivo ou comissivo pelas construções e obras no município - executadas ou em execução) verificar quanto nessa terra o aventureirismo laico permitiu aos mais ousados entre construir ou destruir - em desfavor do desenvolvimento das populações. Especialmente pela vida, habitabilidade, salubridade e estabilidade construtiva. E deixa de examinar obras no município - para tudo permitir nesse vazio da jurisdição. Quando ao invés, deveria exercer o poder de polícia pela técnica e competência estabelecida em lei.


Aliás, a mesma que sempre deveria cumprir e fazer cumprir.

Pois vamos ao caso mais simbólico dos últimos tempos, para ser objetivo: toda essa série de absurdos se evidencia diante da instalação de um simples pára-raios no perímetro urbano de Inconfidentes a colocar em risco vida e populações ao redor. Pois, como se vê, em nossa terra o Poder Público a tudo deixa acontecer. Sequer se preocupa em examinar mérito, forma e conteúdo relativo a qualquer projeto ou obra - pública ou privada. E a tudo deixa de fiscalizar.


E sob presunção de suficiência, sequer se lembra ou atina para o significado - ético e humanitário - daquilo chamado "Norma Técnica" - por sua vez traduzida como ciência aplicada. Normas, as quais e a toda evidencia, sempre mostrou desconhecer - desde o caso do "lixão" (embora até presenteada com exemplar relativo ao armazenamento de resíduos perigosos - fato aqui lembrado apenas para citar um pequeno exemplo). Ou sequer atinar para outras e melhores razões de uso.

Fundamentalmente, os fatos demonstram: o poder público municipal em Inconfidentes age com presunção de suficiência e responsabilidade menor: coisa própria de quem acha que ..."tudo pode"... "ou qualquer coisa serve". E assim a cidade amontoa absuros sem fim. Pois ficou demonstrado: será preciso o "raio" cair por sobre a cabeça do povo submisso - para então acordar dessa letargia e exigir melhor prover do interesse público. E exigir a prática corrente da Engenharia preventiva de catástrofes dentro do próprio ambito administrativo municipal. Pois fica demonstrado: o povo está entregue ao "Deus-dará": sendo restos risco e sorte - vida e saúde subordinadas. Aliás, coisas de "menor valia" ante ganhos do endeusado capital. E por mais permitir acumular os irrisórios centavos, quanto sejam, a qualquer título.


No caso, vida e população contabilmente aviltada pela célebre motivação do lucro capitalista.

E vontade de lucrar.

Pois em Inconfidentes precisou de um grande banco (Bradesco) tornar real a ameaça nada despresível de cairem raios sobre a cabeça do povo circundante à essa sua agência - para enfim o mundo acordar sobre o valor da técnica comprometida com o progresso e bem estar da coletividade. Tudo sob estrondo de raio e trovão sobre cabeça ameaçada. Antes, risco patologicamente aceito como "normal" sob bençãos do laicismo adminnistrativo local.


* * * * *


Pois após aposentar forçado pelas circunstâncias vim dar com meus costados novamente em Inconfidentes onde imaginava encontrar paz e tranquilidade para estudar, meditar e escrever teses correspondentes. Porém, ainda tenho de recusar pára-raios gritantemente mal instalados - capaz de acrescentar faíscas a invadir a casa onde moro, tanto quanto como qualquer outro cidadão ser obrigado a recusar "gatos" capazes de transferir energia alheia sob telhados. Apenas para registrar, depois disso tudo restava ainda o descaso oficial: pois consta em registro público oficial, traduzida de modo duvidoso, a alegação segundo a qual, inconformado com o estado de coisas reinante nessa cidade, eu estaria a "me dizer engenheiro". Temos esses empregados no B.O. Nº 253/07 da Policia Militar de Inconfidentes - recentemente lavrado quando questionei sobre o transbordo de energia elétrica havida entre sistemas elétricos - vizinhos e independentes entre si. Evidentemente sistemas, para os quais reclamava atendimento aos ditames da Norma Técnica NB-3 da ABNT - norma relativa ao assunto .

Afinal, o que seria essa "Norma Técnica" aqui tão reclamada?

Pois seja para ficar bem claro: norma prescritora (oficializada) e definidora da boa técnica a se aplicar. Aliás, norma oficial brasileira, de conhecimento obrigatório no meio técnico. Evidencia o sentido profissional e ético aplicado com abrangência para em todo território brasileiro. Pois, será necessário frisar, a norma técnica é próprio o repositório tecnológico do mais criterioso conhecimento humano sobre dado assunto. E tudo, para melhor aplicação diante do interesse coletivo. E a recomendação aduzida, por fim espelha em experiência (nacional e internacional). Será preciso dizer mais?

Ora, para tirar dúvidas sobre "gatos" dissimulados e "pára-raios" ostensivamente explícitos chamemos o CREA e chamemos autoridades! Pois seria de pressupor, ao engenheiro assim indigitado, quem apenas "assim se diz", incapacidade para distinguir instalações prediais eticamente pautadas ou não pela NB-3 da ABNT. É de pasmar! Pois lamentavelmente Inconfidentes se tornou pequeno exemplo nacional pelos efeitos desse desprezo.

Ora veja só!

Pois nesse contexto e em favor do bem comum, cabe à Engenharia insurgir e reafirmar seu próprio valor diante do País pela instância do CONFEA. Pois cabe contribuir para melhor se estabelecer destino de povo e País.

Pois ora veja só! Qual futuro terá algum País depois de permitir pára-raios mal instalados - como o de Inconfidentes sobre agencia bancária - apenas para este economizar custos internos? E depois lança-los perversamente à conta do tal "lucro bancário" - sempre fim em si mesmo? Ora, evidenciou-se: à essa voragem do liberalismo-capitalista pouco importaram os riscos circundantes à vida, bens e saúde de populações (sem observar Normas Técnicas NB-3 e PNB 165 da ABNT).

E pensar que nessa terra onde tudo isso acontece, terminei referido em termos imprecisos ao constar em documento público o tal "se diz engenheiro". Ora! Me digo, não. Sou engenheiro. E para sanar alguma dúvida, deixo aqui meu Curriculum profissional publicado para quem desejar conferir.

Pois aqui está meu curriculum vitae - presentemente consolidado - ao qual juntarei mais outros documentos a título de maior clareza e demonstração; aos quais ainda acrescentarei links para mais rápido acesso e verificação - além dos atestados já também postados. E assim farei, em continuidade para mais provas, arquivos, fotos e documentos. Para ainda aduzir a própria história também em artigos, recortes de jornais e outras matérias esclarecedoras - também sob registro público; alguns, serão dos mais indignados diante das mazelas inadmissíveis encontradas sob desvirtuamentos da técnica.

Finalmente, honrosamente junto meu número de registro (CREA-SP - 31.018/D) e visto em Minas Gerias - pela memória .


Bradesco com a palavra


Foto: como jamais se poderia imaginar possível conceituar, afirmar e reafirmar a admissibilidade (ética e construtiva) dessa tal pequena instalação em Inconfidentes - agora a ser verificada exemplarmente pelo sistema CREA/CONFEA e embargada pelas autoridades. Pois trata-se de "pára-raios" sem aterramento suficiente e, com incorreções construtivas. Além de tudo, construido em nível abaixo da rede elétrica (próxima) e sobrado vizinho, sem atender às demais condições da NBR -165 da ABNT

Perdoem-me. Mas nessa terra, enquanto viver e existir amparo em legislação –profissional e, a energia difusa dos escritos sem resposta serei engenheiro insepulto. E nessa vida já cumpri o dever (ético) de oferecer a denúncia em favor do interesse público às autoridades correspondentes. Pois agora ainda o serei - até para exigir a ação reparadora maior à Inconfidentes: pelo quanto agora Banco Bradesco, ele próprio merece o castigo exemplar. Exatamente, castigo correspondente ao expor a população a risco ambiental desnecessário.

Pois afinal, ao relegar a técnica a segundo plano, ainda infringiu a própria legislação desde a Lei Nº 5.194/66 em respeito às decisões de ordem técnica – para chegar, finalmente no plano mais geral às conseqüências ambientais tuteladas pela Lei Nº9.605/98.

Pois no caso, flagrou-se o Sistema bancário preocupado apenas em minimizar custos - até com o desprezo aos seus próprios técnicos internos além do estendido à engenharia difusa, nacional. Tudo aqui, representado por num simples pára-raios - social, econômica, política e levianamente instalado.

Pois o Bradesco hoje demonstra na sua própria mais valia ambiental o equipamento ao qual, pretensamente, intentava se "auto proteger'. Enquanto significam menor valia os riscos à vida e propriedade de moradores e circundantes com pára-raio praticamente disposto ao nível da rua, abaixo de construções vizinhas e da própria rede elétrica. Tudo exposto à influencia da faisca alí atraída.


Uma saída honrosa?

Indubitavelmente o Bradesco deve uma grande indenização moral ao povo de Inconfidentes - desnecessáriamente exposto ao risco. Ora, é preciso lembrar, nossos velhos mestres nas Escolas de Engenharia já escreveram o velho princípio aqui repetido, segundo o qual ..."é preferível não haver pára-raios algum - ao invés de pára-raios mel instalado". Coisa entre outras, a sempre ser por todos repetida.

Mas até para ajudar a repetir isso, vamos lembrar a criação e instalação do cogitado IDEEHIA - Instituto para Desenvolvimento da Engenharia Econômica, Histórica e Ambiental. Na verdade, embrião de futura Universidade Federal em conformidade com o Projeto Ambiental de Inconfidentes, o qual hoje estando disponível em conformidade com Carta Aberta à UNICAMP e autoridades, apenas última preparativos para apresentação.

Pois agora, após autuado pelo CREA em face do descumprimento das Normas Técnicas NB-3 e NBR-165 e das leis Federais Nº. 5.194 de 24/12/1966 e Lei Nº 6.496/73 - será convidado a tornar-se agente financiador do Projeto Ambiental de Inconfidentes. Aliás, para um banco politicamente predador do ambiente e da sociedade como soe demonstrado, será com certeza uma bela e contrita saída honrosa - em favor de melhor imagem. Fica aqui a proposta.

(Abaixo, para confirmar lisura do presente parecer contrário à instalação do referido pára-raios diante das razões expostas, segue a carta encaminhada ao CREA relativa ao assunto.)

2 comentários:

osenhortodopoderoso disse...

A propósito, a crítica é pela presença do para-raio no prédio??

Pára-raios não atraem raios, portanto a preocupação deveria ser
em relação a sua má instalação somente.

Portanto, não há necessidade de removê-lo e sim refazê-lo de acordo
com as normas vigentes.

osenhortodopoderoso disse...

A propósito, a crítica é pela presença do para-raio no prédio??

Pára-raios não atraem raios, portanto a preocupação deveria ser
em relação a sua má instalação somente.

Portanto, não há necessidade de removê-lo e sim refazê-lo de acordo
com as normas vigentes.